quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pedido de desculpas & Primeira dica literária

Saudações, ankh-morporkianos!


Antes da (primeira) dica literária, gostaria de endereçar ao público leitor um sincero pedido de desculpas em função (da falta) das postagens periódicas. O motivo do aparente abandono, vindo de minha parte para com o blog, é inteiramente - e quando digo inteiramente, é inteiramente mesmo - culpa do período de provas e recuperações da escola em que estudo.

Como o pior já passou, agora terei algum tempo ocioso no meu dia - o qual pretendo utilizar sabiamente, dividindo-o entre escrever para o Calabouço e aprofundar projetos pessoais fora da imensidão bizarra da internet. Engajar-me-ei novamente com a série O Guia do Mochileiro do Apocalipse, darei início a uma (pseudo)série de dicas de filmes, livros, quadrinhos e o diabo a quatro, e, por último, e não menos importante, continuarei com as notícias do mundo nerd.

De uma coisa tenho total certeza: retomarei o ritmo do blog tão rápido a minha Stamina se elevar.

Em suma, só nos resta uma coisa: vamos ao Disco.


"Num distante conjunto de dimensões de segunda mão, num plano astral que não fora destinado a voar, a névoa estelar flutua e se dissipa...

Veja...

Grande A'Tuin, a Tartaruga, surge lentamente nadando pelo abismo interestelar, com gelo de hidrogênio nas patas pesadas e crateras meteoríticas na enorme e primitiva carapaça. Com olhos do tamanho de oceanos cobertos de lágrimas e poeira de asteróide, olha fixamente para o Alvo.

No cérebro maior do que uma cidade, e em lentidão geológica, Ela pensa somente no Peso.

É claro que a maior parte do peso se deve a Berilia, Tubul, Grande T'Phon e Jerakeen, os quatro elefantes gigantescos cujos ombros largos e bronzeados pelos astros sustentam o imenso mundo do disco, o Discworld, rodeado pela abóbada azul-bebê do Paraíso."


O Discworld - ou Mundo do Disco, como algumas vezes o chamo erroneamente - é um mundo de fantasia alternativo, um jardim misterioso e ilógico, repleto de incoerências em escalas astronômicas, magia livre e com vontade própria, heróis de armadura e capa, bárbaros burros e de fala incompreensível, magos etnocentristas, bruxas e necromantes insanos, fantasmas perdidos no tempo, monstros dignos de participações em campanhas de Dungeons & Dragons do século passado, e muitas, muitas piadas infames.


O Disco é, em outras palavras, um lugar onde tudo - e mais um pouco - pode acontecer.

Quando Terry Pratchett criou a mitologia do Disco, lá pelos anos oitenta, pretendia apenas satirizar todos os clichês mais famosos da literatura fantástica - aqueles nossos velhos conhecidos das obras de Tolkien, Lewis e tantos outros (Não os menosprezando. Muito pelo contrário! É apenas questão de espaço). Porém, acabou criando uma série de romances bem-sucedida, com humor inteligente e repleto de  cenários magníficos, histórias magicamente envolventes e personagens cômicos.



Indo além da sátira, Pratchett faz paralelos com situações cotidianas, dilemas que acostumamo-nos a enfrentar; faz, também, paródias de contos de fadas e conceitos científicos da atualidade.

Juntando tudo isso com mais de uma dúzia de conceitos geniais presentes na sua obra, pergunto-lhe: Como não ler?

Mas, para a infelicidade dos que não dominam o inglês completamente (Como eu), apenas uma parcela de seus livros foi traduzida. Caso queira baixá-los, comprá-los ou aprender mais sobre a mitologia fantástica do mundo-pizza, entre no Discworld Brasil - projeto brasileiro (Sério mesmo?) que visa a tradução e a disponibilização de livros, filmes, vídeos e jogos da série, além - é claro - de cativar novos leitores.

Se você quer ler aventuras cômicas sobre heróis e dragões, e ainda se divertir com isso, Discworld é o mundo certo!  

Que a força esteja com você.

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